<11 de nov. de 2009

Da UNIBAN as arcadas!

preconceito no Largo!

Quem não fica chocada com o caso da aluna e seu vestido curto na UNIBAN? Ouvi de muitos: " _ Ah, mas é uma universidade particular! O processo seletivo é fraco , entra quem quer.

Ou ainda: _ mas que mal gosto de roupa! A menina é gorda!

Afe... como se conceito de moda fosse requisito para tratamento digno!
Ta bom, a FOLHA DE SAO PAULO hoje traz uma noticia de uma modelo que foi com um micro vestido em faculdades como Largo São Francisco (USP) e a PUC! Os comentários foram lamentáveis! Até as arcadas que deveriam respeitar a dignidade humana titubiou neste requisito. Uai não é de lá que saem nossos mais famossos juristas e a maioria dos magistrados paulistas? Então realmente estamos perdidos!

Que geração triste!

matéria na íntegra:

Olhares pucanos!

"11/11/2009 - 10h08 : Após tumulto na Uniban, atriz vai a faculdades com microvestido e irrita garotas

da Folha de S.Paulo
No cara a cara, a resposta para "onde é o banheiro?" é bastante cordial. "Vire à esquerda, depois daquela coluna", explica um estudante de direito da USP (Universidade de São Paulo), no largo São Francisco (na região central de SP).
Mas é só a moça de vestido curto virar as costas para o jovem sussurrar entre os amigos: "Puta! Puta! Puta!".

Atriz vai a faculdades com microvestido e irrita garotas e intimida garotos
A cena aconteceu na manhã de terça-feira, quando a atriz Fábia Gouvêa, 35, visitou quatro faculdades a convite da Folha, trajando um vestido provocante --curto nas pernas e com tecido fino, que evidenciava a ausência de sutiã.
Em todas elas (FMU, Universidade Ibirapuera, Pontifícia Universidade Católica e Universidade de São Paulo), pipocaram piadinhas (discretas e à distância) em referência ao já manjado caso de Geisy Arruda, 20, aluna de turismo hostilizada na Uniban quando foi à aula em microvestido, no fim de outubro.
"Xiii, só pode ser aluna da Uniban", ironizou uma garota na PUC, referindo-se ao caso da garota Geisy Arruda.
Na FMU, Fábia pergunta sobre a qualidade dos cursos a uma turma na cantina. "Eles foram atenciosos, falaram bem da faculdade", relata. Mas foi só ela sair dali para uma das alunas fulminar... "Gente, ela deve ter vindo prospectar freguesia", diz uma aluna. Todos riem.
Não que os olhares tortos só tenham vindo pelas costas. "Os caras ficaram mais intimidados, olham discretamente. Mas muitas meninas me encararam feio, me mediram", relata.
Um pouco mais à frente, mais tensão --três garotas olham a atriz, que responde com o olhar. De novo, é só virar as costas para começarem os comentários. "Isso é roupa de vir à faculdade?"
No largo São Francisco, um cartaz com referência ao caso Uniban é assinado pelo "P.U.T.A. - Partido Ultra Tradicionalista das Arcadas". Ele convoca "todas as franciscanas a virem de minivestido" e diz lutar pelo "direito feminino de frequentar a faculdade (...) até mesmo sem roupa".
Um segurança, ao perceber a presença do fotógrafo em direção à moça, a aborda e a orienta: "Você não pode fotografar aqui, mas pode vir com a roupa que quiser. Tem meninas com vestidos muito piores que o seu".
Uniban
No último dia 22, a estudante Geisy Arruda, 20, da Uniban foi hostlizada por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. Ontem, os advogados da aluna procuraram a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para pedir a abertura de um inquérito policial sobre o caso.
O vice-reitor da Uniban, Ellis Brown, garantiu na tarde de ontem que a estudante terá seguranças caso seja apresentado algum risco quando ela voltar a estudar no campus da universidade em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Inicialmente, a universidade decidiu expulsar a aluna, mas revogou a decisão.
Um inquérito foi instaurado e, ainda segundo os advogados, há indícios de que tenha havido sete crimes: difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado, ato obsceno e incitação ao crime.

Marcadores: , ,

<11 de mai. de 2008

Ainda sobre a Dilma


As vezes leio o blog do Josias na folha.
Olhem mais um dossie, só que este é feito pelos norte americanos, sobre DIlma.
É logico que ela seria uma forte candidata antes do escadalo.
Por isso o escandalo. Alias não me adimaria se depois de passada a eleição descobrissemos que o dossie foi por encomenda
Para ler no final do dia das maes
"Governo dos EUA encomendou 'dossiê' sobre Dilma
‘Joana d'Arc dos subversivos torna-se chefe da Casa Civil’
‘Entrou para grupos clandestinos, organizou três assaltos’
‘Planejou assalto lendário –o roubo do cofre de Adhemar’
Enfrentou ‘22 dias de uma brutal tortura de eletrochoque’
‘1º marido seqüestrou avião para Cuba e permaneceu lá’
‘No Congresso, reclamam que ela não entende de política’
‘Ela tem uma reputação de negociadora dura, persistente’

O documento tem quatro folhas. Traz o carimbo de “sensível”. Tem cara de dossiê. Um dossiê sobre Dilma Rousseff.
Produzido pelo Consulado dos EUA em São Paulo, foi ao banco de dados do Departamento de Estado norte-americano, em Washington. A migração ocorreu em 21 de junho de 2005.
Na véspera, Dilma assumira a chefia da Casa Civil de Lula. “Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção”, anota o texto remetido a Washington.
O documento foi obtido pelo diário gaúcho “Zero Hora”, que o
publicou em sua edição deste domingo. Coisa fina. Contém oito tópicos. Lendo-os, descobre-se que Dilma foi virada do avesso pela equipe de informação do consulado paulistano dos EUA.
Varreram a biografia de Dilma do nascimento, em 14 de dezembro de 1947, no Estado de Minas Gerais, à chegada ao Planalto. No geral, é apresentada como um cacto. Abundam no texto os adjetivos híspidos: “durona”, “exigente”, “workaholic”.
Não escaparam, porém, os detalhes mais lúdicos e prosaicos: “Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente, ela perdeu peso, depois de [...] adotar a dieta do presidente [Lula]”.
Nos trechos dedicados à mocidade da ministra, o documento esboça o retrato de uma mocinha dona de agressivas certezas dogmáticas. Foi ao cárcere da ditadura precedida de inquietante legenda.
Diz o documento, a certa altura: “Ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos)”. Padeceu “22 dias de brutal tortura de eletrochoque”.
Vão abaixo algumas das informações guardadas nos arquivos de Washington:
Joana d'Arc dos subversivos torna-se chefe da Casa Civil: É esse o subtítulo do item dois do “dossiê Dilma”. Anota: “No dia 21 de Julho [de 2005], o presidente Lula nomeou Dilma Rousseff, 57, como sua nova ministra-chefe da Casa Civil. Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção. Dirceu estava envolvido profundamente nas estratégias políticas da administração, mas Rousseff anunciou na sua cerimônia de posse que tem a intenção de se focar mais em colocar em andamento a agenda política administrativa [...]”;
Gestora durona: “Rousseff entrou para o PT em 2001 e trabalhou no processo de transição de governo em 2002. Ela é uma gestora durona e exigente, que vai perseguir a qualificação da implementação de políticas administrativas. Ela está menos para o político de holofote, como [José] Dirceu, de ringue político, por ser mais focada em atacar a "burocracia".
Assaltos a banco e guerrilha: “Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, o Estado de Minas Gerais. Seu pai era um promotor búlgaro, que se naturalizou e tinha cidadania brasileira. Ela se tornou ativamente envolvida com a oposição ao regime da dtadura mlitar em 1967, aos 19 anos, enquanto cursava Economia em Minas Gerais. Entrou para vários grupos clandestinos, organizou três assaltos a banco e então foi co-fundadora do grupo de guerrilha chamado Vanguarda Revolucionária Armada de Palmares”;
"Theft of Adhemar’s Safe": "Em 1969, ela planejou um assalto lendário conhecido como ‘o roubo do cofre de Adhemar’. A operação arrombou o apartamento carioca da amante do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, recolhendo US$ 2,5 milhões que Ademar guardava no local";
Marido seqüestrador e eletrocoques: “Rousseff se separou do primeiro marido, Cláudio Linhares, que, em janeiro de 1970, seqüestrou um avião para Cuba e permaneceu lá. Naquele mesmo mês, ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos), incluindo 22 dias de brutal tortura de eletrochoque”;
Formação acadêmica e gostos pessoais: “Rousseff tem grau de mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas e um doutorado não concluído em Economia. Em 1992, ela participou como visitante de um programa internacional nos EUA. Ela está atualmente separada do seu segundo marido (que também era um militante da oposição). Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde ela passa os finais de semana. Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente ela perdeu peso, depois de, alega-se, adotar a dieta do presidente”;
Da desconfiança aos elogios: “Com seu background técnico e um estilo no-nonsense, Rousseff recebeu respeito relutante do setor da Energia. Enquanto as Cias. norte-americanas estavam inicialmente desconfiadas quando ela foi designada para o cargo de [ministra das Minas e] Energia, agora admitem que ela fez um trabalho competente. Em particular eles a saúdam por sua disposição em ouvir e responder posições e idéias, mesmo quando está inclinada a uma conclusão diferente. Ela tem a uma reputação de negociadora dura, ser persistente e de prestar muita atenção aos detalhes. Adjetivos usados aqui por aqueles que trabalham com ela incluem exigente e workaholic”;
Inapetência política: “Diferentemente de José Dirceu, Rousseff nunca foi eleita para cargo público e seus contatos com o Congresso são limitados, o que sugere que a coordenação política da administração será tarefa de outros. A imprensa diz que Lula espera que ela produza um "choque de gestão" na administração, a qual, por causa da ineficiência administrativa, entraves burocráticos e, mais recentemente, pelos muitos escândalos de corrupção, encontra-se estagnada.
Queixas de aliados: “Alguns no Congresso reclamam que Rousseff não entende de política partidária. Em abril [de 2005], o Senado rejeitou [uma] nomeação para a Agência Nacional de Combustíveis em retaliação pela oposição dela à nomeação de um aliado do partido PMDB para uma subsidiária da Eletrobrás, Companhia Estatal de Eletricidade (Rousseff optou por dar a posição para Adhemar Palocci, irmão do [então] ministro Antônio Palocci)”.
Escrito por Josias de Souza às 17h57
"


matéria e foto


html#2008_05-11_18_57_34-10045644-0

Marcadores:

<7 de mai. de 2008

Doi na alma


"Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador",

enfatizou a ministra Dilma



E ainda:
"não há possibilidade de diálogo" quando se tem pela frente o "pau de arara, o choque elétrico e a morte".


Dilma disse que, na década de 70, não esteve no mesmo "momento" de Agripino quando enfrentou a luta armada para combater a ditadura.
A ministra rebateu a comparação do democrata de que a confecção do dossiê pela Casa Civil com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é uma prática similar às adotadas na ditadura.

"O regime que permite que eu fale com os senhores não tem a menor similaridade [com a ditadura]. Nós estamos em igualdade de condições humanas, materiais. Não estamos no diálogo entre o pescoço e a forca, senador. Por isso acredito e respeito esse momento. Isso é algo que é o resgate desse processo que ocorreu no Brasil", afirmou.

Leia na íntegra esta notícia aqui .

Se fosse um homem que estivesse sido sabatinado o tom seria muito diferente não senhores senadores?
Pois ainda doi na minha alma ouvir histórias de torutura por opinião politica! Irmão machucando irmão!!


Marcadores:

<5 de out. de 2007

CALICE?

O video que falamos no post abaixo

VIVA a democracia...mesmo com tantas dificuldades!!!!

Marcadores: , , ,

<3 de out. de 2007

Phono 73

Do fundo do baú. Gravadora lança DVD com imagens inéditas do Phono 73, festival que reuniu grandes nomes da MPB
Na sua apresentação, Chico Buarque teve seu microfone desligado pelos censores
O ano era 1973. Os personagens, os grandes nomes da MPB da época. E o público presente, até então, as únicas testemunhas oculares do Phono 73, uma espécie de festival que juntou no mesmo palco Elis Regina, Vinicius de Moraes, Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Joger Ben, Nara Leão, Wanderléia, Odair José, entre outros.

As apresentações aconteceram nos dias 11, 12 e 13 de maio no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. O clima era tenso para os artistas. O regime militar que comandava o país tentava, de todo modo, reprimir as manifestações culturais censurando letras de músicas, cortando textos de peças teatrais e intimidando os artistas.

A idéia de Andre Midami, o então presidente da gravadora Phonogram (atual Universal), era dar uma nova cara aos esvaziados festivais de música que até um ano antes, 1972, tinham ajudado a revelar grandes talentos da música brasileira. A proposta era simples: cada artista entrava no palco, cantava uma música sua de sucesso, uma desconhecida do público e ainda dividia os vocais com outro artista.

Cada artista se manifestou à sua maneira. Wanderléia e Erasmo Carlos, já naquela ocasião, preferiram relembrar os 'bons tempos' da Jovem Guarda. Nara Leão desfilou os sucessos "Diz Que Fui Por Aí" e "Quinze Anos". Jair Rodrigues também apostou nas mais conhecidas e cantou "Orgulho de um Sambista" e "Sou da Madrugada". Wilson Simonal cantou a obscura "Hino ao Senhor" e Jorge Mautner a irreverente "Rock da Barata".

Tudo isso foi registrado pela gravadora, que logo em seguida lançou o material em 3 LP's que ganharam nova versão em CD em 1997. Agora, mais de 30 anos depois da hoje histórica apresentação, a Universal coloca nas lojas uma caixa com 2 CDs (que agrupam os áudios da edição original) e um DVD com 35 minutos de imagens inéditas das apresentações.
O registro do Phono 73 foi feito pelo produtor e diretor de TV Guga Oliveira, que fora contratado pela gravadora para filmar o festival em películas de 35 mm. Mas desavenças quanto ao preço, fizeram com que as imagens não fossem lançadas. A edição que a Universal lança agora é fragmentada, alguns números são editados com fotos ou imagens dos ensaios e bastidores.

Um dos números que mais chamam atenção é a apresentação de Chico Buarque e Gilberto Gil que se juntaram para interpretar a "Cálice", um dos hinos mais ferozes contra a ditadura. Avisados pela censura de que não poderiam cantar essa música, os dois artistas resolveram cantar só a melodia. Chico provocava gritando "Cálice" (ou Cale-se). Resultado: tiveram seus microfones cortados pelos censores. A decepção fica visível no rosto de Chico, que acaba soltando um sonoro palavrão.

O DVD também registra o dueto de Gal Costa e Maria Bethânia. As duas cantaram juntas "Oração de Mãe Menininha" (Dorival Caymmi) e protagonizaram o primeiro 'selinho' público de suas carreiras. Infelizmente não há registro de imagens desse momento. Apenas uma foto registrada nos bastidores.







ENCONTROS HISTÓRICOS
Gilberto Gil e Elis; Gal Costa e Maria Bethânia

Outro momento especial é o de Elis Regina cantando a pouco conhecida "Cabaré" (João Bosco / Aldir Blanc). A cantora, que um ano antes havia cantado o Hino Nacional na Olimpíadas do Exército, foi recebida com vaias pela platéia. Elis decide encarar a platéia e faz uma apresentação perfeita.

Ainda tem Caetano Veloso e sua empolgada performance em "A Volta da Asa Branca", Toquinho e Vinícius (este com seu inseparável copo de uísque na mão) em "Meu Pai Oxalá", Raul Seixas em início de carreira e Sérgio Sampaio com seu mega sucesso "Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua".

Apesar das limitações das imagens, o DVD Phono 73 tem um valor cultural inestimável. Para os saudosista, uma geração que não tem igual. Para as futuras gerações o exemplo de um esforço coletivo em nome da música popular brasileira.
OBS: eu quero!!!!


imagem e texto

Marcadores: , ,

<12 de set. de 2007

Uma pausa

E o Renam foi absolvido...
Noticia quentinha deu na globo

----------------------------------------------------------------------------------
E eu só queria terminar minha monografia....

imagem

Marcadores:

<14 de jun. de 2007

Juíza reage a declarações de Serra


... sobre greve no metrô paulista

A vice-presidente Judicial do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região (SP), juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva, divulgou nota nesta quinta-feira (14/6), criticando declarações do governador de São Paulo, José Serra, sobre a atuação do tribunal durante a paralisação do metrô.Serra criticou a demora da Justiça em julgar pedido do Metrô para evitar a greve.
Segundo ele, se a decisão tivesse sido tomada rapidamente, obrigando o funcionamento, ainda que parcial do transporte, o prejuízo à população teria sido menor.
Na nota, a juíza afirma que o Código de Processo Civil, “dá ao juiz o prazo de cinco dias para decidir quanto à cautelar, após o prazo igualmente de cinco dias para o oferecimento de defesa”.
Assim, “mesmo que se adotasse o menor prazo que a legislação concede às medidas liminares, como em mandado de segurança, que é de 24 horas a contar da conclusão dos autos ao juiz, ainda assim o despacho exarado nos autos da medida cautelar proposta pelo Metrô estava de acordo com a lei”.
A juíza afirma ainda que a greve “foi qualificada pelo governador do Estado como política, o que equivale a admitir que a solução a ser dada ao movimento de paralisação deveria ser necessariamente política”. Para a magistrada, ao Judiciário não cabe “o papel de mero coadjuvante dessa movimentação de cunho político”. “Essa, definitivamente, não é a função do Judiciário”, concluiu.



Esse jogo político velho. Estou cansada de ver políticos jogando a culpa no Judiciário. Não estou defendendo meu peixe, é que estou cansada da falta de respeito entre os poderes.
O que eu quero dizer? Vejamos
Nosso país segue o modelo de Montesquieu, a tripartição dos poderes; executivo, legislativo e judiciário. Três poderes independentes e harmonicos entre sim.
Estes dois primeiros poderes - Executivo e Legislativo- são formados por membros eleitos de forma direta e democratica. Mas o Judiciário não.
Em regra o Judiciário é formado por pessoas concursadas por provas e títulos. Isso requer dizer pelo menos 3 anos de prática forense e mais alguns de estudo ( ou todos de uma vez), para a maioria dos cargos. Teoricamente o Judiciário não é um orgão político, mas sim um orgão técnico.
Muitos políticos por serem conhecidos e possuirem um maior grau de notoridade se aproveitam e jogam mais este fardo para as "costas" do Judiciário, ao invés de resolver o problema. Ou será erro de assessoria?
Não contemplando aqui o judiciário, mas "Dar a César o que é de César", não é?
Por favor a minha inteção não é entrar no mérito da greve do metro. Mas adoraria ter mais onibus na cidade circulando. De preferência de boa qualidade. Antes que os Serristas se levantem, eu sei: a competencia dos trabsportes municipais terrestres é do municipio, mas afinal deve existir entre Município e Estado um elo. Mais ainda quando um é vice do outro, né?!!!
Bjocas

imagem

Marcadores: ,

<21 de abr. de 2007

Campanha.... já?

Passando pelos canais hoje, achei um documentario brasileiro que falava do Tancredo Neves!!!!

Tudo bem é aniversário da morte dele (ou supostamente é), mas sugestivamente aparece o Aécio no final!!!!
Fuçando no Youtube, achei esse video...uma graça....concordo com Wagner Tizo.... achei que jamais veria um operário, que migrou do Nordeste de pau de arara, ganhar uma eleição presidencial!!!

Tudo isso é muito representativo...pelo menos eu acho!!!



Voltando a morte do Tancredo....
EU me lembro do dia da morte de Tancredo!!!! Eu devia ter uns 8 anos!!!
Pessoas chorando pelas ruas... mas um mártir mineiro havia morrido - por isso é sugestivo o dia da morte dele - 21 de abril.
Lembro da Fafa de Belém cantando o hino nacional, e da bela voz do também mineiro Milton Nascimento.
A musica, de Milton, era coração de estudante...a letra e a canção é magnifica.!!
Quem me conhece sabe que minha memória musical é enorme!!!

Essa musica me faz viajar, mas não pela morte de Tancredo, mas por momentos bem egosístas que viveria anos mais tarde no auge dos meus 13/14 anos!!!!
E hoje lembrei de tudo isso!!!

Como é bom viver!!!

Marcadores: ,

<11 de abr. de 2007

Você trabalha segunda? Pena


Hoje na última aula... um professor meu comentou!!!!
Não acreditei....fui e achei na net...essa noticia ficou na minha cabeça ....sai das salas de estudo e vim comentar!!!!
Câmara dos Deputados decide não realizar votações nas segundas-feiras
GABRIELA GUERREIRO
ANDREZA MATAIS da Folha Online em Brasília
Os líderes partidários da Câmara decidiram hoje não trabalhar mais às segundas-feiras em Brasília.
Em reunião com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), os líderes avaliaram que as sessões às segundas-feiras não são produtivas e que é melhor suspender as votações na Casa nestes dias, quando os deputados poderão continuar nos seus Estados.
A discussão sobre a suspensão das votações às segundas-feiras ocorre aos mesmo tempo em que a Câmara se prepara para discutir o reajuste salarial dos parlamentares.
Pela proposta em discussão, os salários vão passar de R$ 12.847 para R$16.250.
Tradicionalmente, a Câmara não realizava sessões às segundas-feiras, mas Chinaglia imprimiu um novo ritmo de trabalhos na Casa instituindo sessões deliberativas (com votações) de segunda a quinta-feira. Antes de Chinaglia, as votações ocorriam sempre às terças, quartas e quintas-feiras --o que voltará a acontecer.Nos três dias da semana, quem não comparecer terá os salários cortados no final do mês caso não apresente justificativas para os casos previstos no regimento. Já as ausências nas segundas e sextas-feiras não implicarão cortes salariais --o que na prática permite aos deputados permanecerem em seus Estados."Todos os líderes têm sido pressionados por parlamentares que nos seus Estados têm demandas por audiências às segundas-feiras.
Ao invés de uma sessão na segunda-feira à noite, teremos na terça-feira pela manhã", afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ).
A decisão teve o aval de parlamentares do governo e da oposição. "As sessões às segundas-feiras estavam ineficientes do ponto de vista da produtividade. A decisão foi unânime", afirmou o líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ).Apesar da decisão, os líderes insistiram que o fim das sessões às segundas-feiras não implica paralisia na Casa --uma vez que os parlamentares querem compensar as sessões suspensas nas terças-feiras pela manhã. "Esse é um dilema que precisa ser resolvido. A sociedade tem que participar do debate. A compensação na terça de manhã é importante", disse o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS).

texto
imagem

Marcadores: ,

<26 de fev. de 2007

Reclamar é fácil, ajudar....

Há quinze dias mais ou menos o Brasil discutia a morte do menino João Hélio.
Discutiou-se muito a diminuição da maioridade penal, o da pena, progressão penal .... viu-se falar muito em injustiça, falta de leis e tal.
Mas hoje o julgamento do juíz corregedor de Presidente Prudente foi adiado.
Motivo: "O julgamento de João Carlos Rangel Luisi, um dos acusados de envolvimento na morte do juiz-corregedor de Presidente Prudente (SP), Antonio José Machado Dias, 47, ocorrida em março de 2003, atrasou mais de duas horas, nesta segunda-feira, porque o quórum de jurados ficou aquém do mínimo necessário --havia 13, mas deveria haver 15.
O problema ocorre devido a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou um julgamento realizado em 2006 no qual o juiz emprestou jurados do plenário vizinho para alcançar o quórum mínimo."(Folha)
Poxa....criticar ir as ruas e pedir justiça faz parte do exercício da democracia, ser jurado também é uma forma de exerce-la.
Anualmente o Poder Judiciário é obrigado a convocar estes jurados, porque voluntariamente poucos são os que aparecem. E muitos dos jurados convocados ainda, procuram um "jeitinho" de escapar.
Imagem do museu do Tribunal de Justiça
Mas quem pode ser jurado?
Diz o Código de Processo Penal em seus arts
"Art. 433. O Tribunal do Júri compõe-se de um juiz de direito, que é o seu presidente, e de vinte e um jurados que se sortearão dentre os alistados, sete dos quais constituirão o conselho de sentença em cada sessão de julgamento.
Art. 434. O serviço do júri será obrigatório. O alistamento compreenderá os cidadãos maiores de 21 (vinte e um) anos, isentos os maiores de 60 (sessenta).
Art. 435. A recusa ao serviço do júri, motivada por convicção religiosa, filosófica ou política, importará a perda dos direitos políticos (Constituição, art. 119, b).
Art. 436. Os jurados serão escolhidos dentre cidadãos de notória idoneidade."
Eu acho que o Brasil só vai melhorar se cada um fizer a sua parte, não é? Não adianta só reclamar é preciso agir.
imagem:

Marcadores: ,

<20 de dez. de 2006

"Se eu for ferido, me dê um tiro"


20/12/2006
Allende: "Se eu for ferido, me dê um tiro"
'O médico Danilo Bartulín, que viveu os últimos momentos do presidente chileno, reconstrói o assalto golpista a La Moneda';

O médico Danilo Bartulín, que viveu os últimos momentos do presidente chileno, reconstrói o assalto golpista a La MonedaJuan Jesús Aznárez.
O palácio de La Moneda ardia por todos os lados depois do intenso bombardeio golpista, e os militares rebeldes já mostravam seus fuzis pelas esquinas da rua Morande, convencidos de que nesse dia, 11 de setembro de 1973, deteriam o "comunista vendedor da pátria" entrincheirado no edifício sob ataque. Em um dos salões, o presidente constitucional do Chile, Salvador Allende, disparando com a metralhadora presenteada por Fidel Castro, pediu um último favor a Danilo Bartulín: "Você foi meu melhor e mais leal amigo. Se eu for ferido, me dê um tiro". "O senhor é o último que deve morrer aqui. Antes morreremos nós", respondeu Bartulín.


Assessores militares do palácio de La Moneda alertaram Allende que o melhor era renunciar.
A traição havia se apoderado da marinha em Valparaíso e depois dos quartéis de todo o país.
A esquadrilha que atacava a sede do governo em Santiago efetuou 14 passagens sobre o edifício onde resistiam o presidente e 32 fiéis, e as 28 bombas lançadas pelos caças reduziram a escombros parte de suas instalações e as esperanças dos combatentes.
As tropas encarregadas de invadir o prédio obedeciam ao general Augusto Pinochet, que tinha sido nomeado chefe do exército por seus méritos na repressão ao golpe de 29 de julho contra o governo socialista da União Popular. Por volta das 10 da manhã de 11 de setembro, um ajudante-de-campo comunicou que Pinochet estava disposto a enviar um veículo para transportar o presidente até sua presença. Danilo Bartulín, então com 33 anos - médico pessoal de Allende, seu confidente político e amigo da alma, membro da direção do Grupo de Amigos Pessoais (GPA), lembra a resposta do homem que perderia a vida sem ter renunciado à presidência: "Diga-lhe isto: que um presidente digno recebe na presidência; se ele quer parlamentar, que venha aqui". Nunca conseguiu falar com Pinochet, nem com o generalato que se levantou contra seu governo."Allende, de capacete na cabeça, estava tranqüilo, muito sereno, mas decepcionado.
Os assessores militares de La Moneda lhe disseram: 'Veja, todas as forças armadas estão no golpe, é melhor renunciar'.
Ele lhes respondeu: 'Vocês ponham-se à disposição de seus comandos, que eu ficarei aqui como presidente'.
Pouco antes transmitiria pela Rádio Magallanes o discurso da despedida; as acusações contra a deslealdade militar, as ambições da oligarquia nacional e sua sujeição a Washington: 'Eu não renunciarei!
Colocado em um transe histórico, pagarei com minha vida a lealdade ao povo (...). Continuem vocês sabendo que, muito mais cedo do que tarde, novamente se abrirão as alamedas por onde passe um homem livre para construir uma sociedade melhor".
Allende morreu sem saber se sua voz havia sido escutada. O bombardeio fora anunciado para as 11 e começou 10 minutos antes do meio-dia.
"A primeira bomba me atirou ao chão e os vidros me fizeram um corte na mão", diz Bartulín.
Por que o golpe? "Talvez o processo de reformas tenha sido rápido demais", afirma o médico de Allende, que salvou sua vida milagrosamente depois de um ano e meio de detenção e torturas selvagens.
O exílio o levou ao México por dez anos e outros 20 em Cuba, dedicado ao comércio exterior.
Salvador Allende havia ganhado as eleições de 1970 em coalizão com os comunistas e outros partidos menores, e durante os primeiros mil dias de seu mandato efetuou reformas que causaram irritação entre o empresariado e a burguesia militar e civil: nacionalizou os bancos, estatizou os setores chaves da economia e executou uma reforma agrária que em apenas um ano expropriou mais de 2 milhões de hectares.
Os EUA, ainda em Guerra Fria com a União Soviética, baixaram o polegar. Richard Nixon ocupava a Casa Branca; Henry Kissinger, o Departamento de Estado e George Bush pai estavam à frente da CIA. "Imagine o trio", salienta Bartulín.
A extrema-esquerda socialista também pressionava para impor suas políticas no precário governo da União Popular.
Os efeitos da pressão nacional e estrangeira e a cumplicidade dos setores da Democracia Cristã que souberam da conspiração militar foram fulminantes; também pesou a decisão de Allende de comunicar a Pinochet, em quem então confiava, sua decisão de convocar um plebiscito sobre seu mandato. Os conjurados aceleraram a insurreição para impedi-lo. "Na manhã do bombardeio, Allende reuniu todos nós no salão de conferências e cerimônias de La Moneda. Éramos cerca de 60 pessoas, mas ficaram 33.
Ele nos disse: 'Só tem obrigação de ficar comigo minha guarda pessoal, e se quiserem todos os que tiverem uma arma e saibam disparar'."Danilo Bartulín era um dos chefes da guarda pessoal. Usava pistola. Naquele dia tinha duas. Os helicópteros já metralhavam o palácio neoclássico inaugurado dois séculos antes. "Allende disse: 'Vamos procurar os lugares de defesa: os balcões, as janelas, de onde se possa disparar'. Bartulín despediu-se por telefone de seus três filhos, de 10, 9 e 8 anos. "Papai, e a guarda do palácio? E os generais amigos?" Não havia.
O presidente e seu colaborador abrigaram-se entre duas paredes espessas, perto da cozinha. "Allende me pede um pedaço de pão. Dou-lhe o pedaço de pão, e como havia uns frangos cortados eu lhe disse: 'Doutor, vou cozinhar porque talvez não bombardeiem nunca'. Mas começaram logo.
A esquadrilha de Hawker Hunters bombardeou à vontade durante meia hora. Os dois amigos, que se haviam irmanado politicamente desde os anos de ativismo universitário, se agacharam juntos para se proteger dos impactos e ondas expansivas que derrubaram paredes e provocaram incêndios nos quatro pontos cardeais do edifício governamental. Os sitiantes lançaram bombas lacrimogêneas, os sitiados vestiram as máscaras antigás e o pessoal de formação militar disparou bazucas e metralhadoras pesadas contra o esquadrão de blindados posicionado nos acessos de La Moneda.
Bartulín cita o presidente dando ordens, disposto ao martírio pela causa: "Que todo mundo dispare. Não há rendição!"As bombas não mataram, mas seu efeito foi demolidor sobre o ânimo de alguns leais.
Doze dias antes o presidente havia se reunido com dirigentes da Democracia Cristã, na casa do cardeal Raúl Silva, para tentar evitar o levante. Saiu da reunião abatido: "Essa gente não quer nada".
Tudo indica que os democratas-cristãos ambicionavam a Presidência da República pelas mãos dos militares, para Eduardo Frei. O fiel assessor de Allende, o colaborador de suas entrevistas, agenda e reflexões, teve uma idéia para abortar a quartelada: mobilizar a opinião pública internacional. "Doutor, aqui só está nos restando uma saída. O senhor toma um avião e vai para a cúpula de Argel [Conferência do Movimento dos Países Não-alinhados], e depois vá para Roma e fale com o papa", aconselhou Bartulín. Allende tinha avaliado essa opção, e durante uma semana um avião esteve pronto para decolar para Argel, mas os partidos não autorizaram a viagem do presidente ao exterior."Depois do bombardeio chega um momento em que as pessoas que estavam em La Moneda me pedem que fale com o presidente para que se renda", revela Danilo Bartulín, pela primeira vez durante a conversa com este jornal para reconstituir as últimas horas de Allende.
O médico Arturo Girón e Eduardo Paredes, ex-chefe da Polícia Civil, junto com o responsável militar do GAP, conhecido por Carlos, pedem que Bartulín convença Allende da inutilidade da resistência.La Moneda era uma pira, e a água dos encanamentos arrebentados pelos tiros caía pelas escadas e inundava os salões do palácio, submetido ao fogo cruzado. Não havia por onde disparar e os militares estavam em cima. "Presidente, me pediram para dizer que perder uma batalha não é perder a guerra, e que a situação é insustentável. Allende me disse que sim, aceitava a rendição." Os médicos amarram um avental branco a uma vassoura e o mostram pela janela.Não houve tempo para mais. Os pelotões irromperam pela porta do número 80 da rua Morande. Bartulín é detido porque se encontrava junto desse acesso, e de boca para baixo é moído a coronhadas. Allende lutava no segundo andar e o general Javier Palacios foi buscá-lo. Afirmou que havia se suicidado. "Qualquer versão é possível, também a do assassinato. Não há testemunhas presenciais", salienta Bartulín.
O calvário posterior do jovem chileno de origem iugoslava, que jogava xadrez com Allende até de madrugada, que foi seu mensageiro em tarefas políticas confidenciais e que esteve ao seu lado até o final, sim, teve testemunhas.
Durante meses lhe aplicaram choques elétricos nu, simularam seu fuzilamento, o arrebentaram de golpes e mil vezes ele acreditou morrer nas mãos de carrascos que desfrutaram o suplício. "Você devia ter envenenado o Chicho [Allende]. Seria famoso." A única notoriedade ambicionada por Danilo Bartulín foi a resultante de sua lealdade ao legado de Salvador Allende, do qual nunca abdicou.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Infelizmente estamos longe de encontrar homens com ideais tão fortes como esse!!!!

Marcadores:

<12 de dez. de 2006

NAPCAN

A ONG Autraliana NAPCAN que cuida exclusivamente de assuntos relacionados ao bem estar das crianças, lançou recentemente em todo território Australiano uma Campanha sensacional, com o sloga "O que as crianças veem elas fazem" (tradução livre), a campanha tenta despertar na população a necessidade de darmos sempre bons exemplos para nossas crianças. Um bom exemplo de que a publicidade tambem pode e deve contribuir para ações sociais fortes e com propositos bem definidos. Muito legal !!!



Children see. Children Do.


Gostaram? Eu tb gostei foi uma cliente do Ri que mandou.... eu amei

Marcadores:

<11 de dez. de 2006

Faltou tempo ou disposição?


PARA ISABEL ALLENDE, PINOCHET TINHA QUE TER SIDO JULGADO

MADRI (Reuters) -
A filha do ex-presidente chileno Salvador Allende afirmou na segunda-feira que ela estava consolada com o fato do ex-ditador Augusto Pinochet ter morrido perseguido pela Justiça, mas gostaria que ele tivesse sido condenado.
O pai dela, Salvador Allende, foi deposto por Pinochet.
"Até o fim, ele estava rodeado por advogados tentando defender o indefensável", disse Isabel Allende à rádio nacional da Espanha, após a morte de Pinochet, em Santiago, aos 91 anos.
Salvador Allende, um socialista, matou-se durante o golpe militar de Pinochet, em 1973. Durante a ditadura que se seguiu, mais de 3.000 pessoas foram mortas ou desapareceram, e outras 28 mil foram torturadas.
Isabel Allende, prima da escritora de mesmo nome, foi para o exílio no México depois do golpe, mas é atualmente integrante do Parlamento do Chile pelo Partido Socialista, que governa o país.
"Preferiria que os tribunais tivessem terminado seu trabalho, gostaria que tivesse havido uma decisão, gostaria que ele tivesse sido condenado", afirmou ela à TV da Espanha, onde faz uma visita.
"Acho que teria sido mais saudável e me dói,...porque como país, no final, não fizemos justiça."
"Neste momento, meus pensamentos estão com tantos dos nossos mortos


SEMELHANÇAS
Quem acompanha o Pinochet....

Marcadores:

<21 de nov. de 2006

Mulheres protestam

..... em aeroportos americanos a favor da amamentação

WASHINGTON - Centenas de mães que amamentam protestaram nesta terça-feira em aeroportos dos Estados Unidos contra a decisão de uma aeromoça de tirar uma mulher de um avião, incomodada porque estava alimentando a filha no peito.As mães e outros manifestantes se reuniram em frente aos escritórios da companhia Delta Airlines em 33 aeroportos para expressar seu mal-estar com o incidente e para chamar a atenção da população para a importância do aleitamento, afirmaram os organizadores do protesto."Há mulheres caminhando pelas ruas deste país mais decotadas que qualquer mãe que amamente", disse à AFP Ashley Clark, que participava da manifestação no aeroporto internacional JFK de Nova York."Não há problema quando (o seio) quase está saltando e, no entanto, as mulheres que estão fazendo algo completamente natural, alimentando seus filhos, são afetadas", acrescentou.O incidente que deu origem ao protesto ocorreu em 13 de outubro passado e envolveu Emily Gillette, mãe de 27 anos que estava alimentando a filha de 22 meses em um vôo da Freedom Airlines, cuja decolagem atrasou três horas.Uma aeromoça da companhia, uma linha regional da Delta, pediu a Gillette que se cobrisse com uma manta, pedindo em seguida a ela que deixasse o avião quando se negou a fazê-lo. Gillette estava em um assento junto à janela, no fundo do avião e do lado do marido, enquanto alimentava a filha.A Freedom Airlines se desculpou publicamente pelo incidente e acrescentou que a aeromoça que pediu para que a mulher descesse do avião havia sido punida.
MINHA OPINIÃO
Bom o quanto é ridiculo? Nem preciso falar!!!
A minha filha tem idade da filha dela e mama muito.
Agora reparem na invesão de valor, não é? Aqui no Brasil aceitamos as mulheres com corpos nus em carnavais, em programa de auditório, em banca de revista, mas não aceitamos a função do seio que é ALIMENTAR os filhos!!!!
PRECONCEITOS
Participo de muitas listas de discussão e justo hoje tinha um relato de uma mãe. Este relato dizia que em linhas gerais que: estava em uma festa de aniversário e a filha pediu para mamar. Bom ela escolheuum cantinho bem discreto para amamentar. Quando ela viu tinha um pai secando o peito dela. Não é ridiculo?
A OMS recomenda que os bebes sejam amamentados exclusivamente até os 6 meses e com complemento até os dois anos ou MAIS.
Difícil né?
Imagem:
Texto

Marcadores: ,

<16 de nov. de 2006

Anistia por Amelinha Teles

ANISTIA UM SONHO VIVIDO


Depoimento de Maria Amélia de Almeida Teles
Amelinha Teles

Na década de 70, quando começamos a discutir a anistia, eu já era, de certa forma comprometida com essa bandeira.
Desde que saí da prisão (12/10/1973), pensava que a única forma de tirar todos (as) os(as) presos(as) daquela situação era través de um trabalho político como parte da Anistia. Não que eu fosse uma pessoa iluminada, mas a organização política da qual eu fazia parte, apontava em todos os documentos sobre conjuntura nacional, três bandeiras de luta: fim dos atos de exceção, anistia e constituinte livre e soberana. Só que a idéia da anistia que eu tinha era bem outra… Ela viria com a derrubada da ditadura. Coisa aliás que nós nunca assistimos no Brasil. A coisa aqui se deu de maneira lenta e gradual. E sempre mais lenta do que gradual!
Na minha vida o político e o pessoal sempre se misturaram. Eu nunca tive uma atuação inteiramente política ou inteiramente pessoal. O hibridismo fez parte da minha vida. E cada amigo, amiga, que perdi, ou que ganhei nesta luta política, fazem parte da minha família. Aliás, a mistura era tão grande que até mesmo os policiais se confundiam.
Em 1975, eu retomei a minha condição de familiar de preso político. Meu companheiro, César Augusto Teles, fora condenado e estava cumprindo pena no Presídio Romão Gomes, Barro Branco, São Paulo .
Eu atuava junto com mulheres militantes, ex-presas políticas ou não, que falavam em feminismo, sexualidade, igualdade de direitos, assuntos que fizeram e fazem parte do meu trabalho político.
Trabalhava e tinha colegas que me davam muita esperança, torciam por nossa causa. Nossa diretora era alemã e judia. Era uma refugiada do nazismo. Era totalmente solidária à nossa causa. Quando eu estava para ser admitida no trabalho, um agente do DOPS foi até lá e disse para ela que não me contratasse, que eu era envolvida com subversão. Ela indagou se eu estava sendo procurada pela polícia. Ele disse que não: "ela está aguardando julgamento na Auditoria Militar". Aí, a diretora respondeu: "Então, enquanto ela aguarda o julgamento, ela deverá trabalhar, não? Vou contratá-la…".
Eu trabalhava muito. Tinha meus dois filhos, meu sobrinho e minha irmã, além do marido preso. Todos dependiam do meu salário. Minha irmã trabalhava como atendente de enfermagem à noite e ganhava um pouco mais que um salário mínimo. Às vezes morávamos juntas, às vezes, separadas. Mas sempre nos encontrávamos para falar dos nosso afetos e desafetos, dos prazeres e das mágoas, das nossas amizades, do nosso trabalho e das coisas da ditadura, que fazia tanto mal a tanta gente…
Nunca faltaram apoio e solidariedade de amigos e amigas como a Rioko, a Betinha, a Erica, a Jô, o Zé Pereira, a Elza, a Marli e tantos outros(as). Como eles nos ajudavam? Deixavam roupas, livros e cadernos para a escola dos meninos, sacola com verduras, legumes e frutas. Eles passavam lá em casa. Não achavam ninguém, deixavam a sacola cheia na porta.
No final do dia, às vezes passava no escritório da Rosinha (minha querida advogada, Dra. Rosa Cardoso) para saber das notícias do meu processo e ela me entregava um envelope cheio de dinheiro que ela dizia que uma pessoas anônima havia deixado para mim. Ela não podia revelar o nome: era segredo profissional. Nunca fiquei sabendo quem foi a pessoa ou as pessoas que me deram dinheiro. A Rosinha pedia encarecidamente que eu aceitasse, porque a pessoa tinha dado de coração.
Nunca enfrentei a solidão. Sempre me apareceu alguém para me dizer: "Coragem! Não desanime…Um dia tudo isso será história, vamos dar a volta por cima…"
Eu trabalhava tanto que tinha dia que, ao voltar à noite, pensava assim: "eu podia desmaiar neste ônibus e ter alguém para me levar no colo até em casa e me colocar na cama…" Mas, em seguida, meu pensamento era interrompido: "se tiver algum cara da repressão por aqui e se aproveitar do meu desmaio para me prender, me torturar e me separar dos meus filhos?". Eu começava a ter medo.
Chegava em casa e encontrava meus filhos sonolentos, me esperando para me dar um beijo e irem para a cama. Era sempre uma alegria. Eu os via crescendo, contando o que tinham feito na escola e me sentia feliz.
No meio disso tudo, às vezes eu me perguntava: "a anistia é mesmo uma bandeira vitoriosa de luta ou é apenas um sonho, uma maneira da gente alimentar nossa alma?"
Em 1964,quando tinha 19 anos de idade, fui indiciada em Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar supostas "atividades subversivas no meio estudantil secundarista de Belo Horizonte/MG". No relatório do encarregado do IPM - Tenente-Coronel Grossi - datado de 05/06/1964, eu que era professora do Grupo Escolar da Mannesmann, era tida como perigosa por ser freqüentadora de reuniões e conferências de pessoas e grupos comunistas na sede de um jornal em Belo Horizonte. Segundo o relatório, eu teria cometido "crime de natureza militar definido nos artigos 9º e 10º da Lei nº 1.802/53 (antiga Lei de Segurança Nacional) e artigo 258 do Código Penal Militar".
Meu pai, Jofre de Almeida, era ferroviário e se encontrava preso desde os primeiros dias de abril e, até aquele momento, "desaparecido". Só fomos tomar conhecimento do seu paradeiro nos idos do mês de agosto/64.
Já naquela época meu companheiro, que também tinha 19 anos, e minha irmã, com 17 anos, encontravam-se também indiciados por motivos semelhantes.
Naqueles anos de 64, eu gostava de passear pela Serra do Curral que hoje se encontra destruída por causa do excelente minério, uma puríssima hematita.
A vida continuou e a luta também. Só que na clandestinidade: mudando sempre de bairro, de cidade, porque a perseguição não parava. Até que um dia (28/12/72) caí presa pelo DOI-CODI do II Exército (Operação Bandeirantes). Caí presa juntamente com minha família, marido, filhos e minha irmã grávida e um amigo dirigente comunista que foi torturado até a morte (Carlos Nicolau Danielli). Desta vez meu pai se encontrava foragido. Mais uma vez fui indiciada, julgada e condenada.
Fiz parte da Comissão de Familiares de Presos Políticos (1975, 76, 77). Em 1964 eu fizera parte da Comissão dos Familiares dos Presos Políticos da Penitenciária de Neves (MG).
Quando clandestina, trabalhava na imprensa do Partido. Na legalidade, fui trabalhar em dois jornais: Movimento e Brasil Mulher.
Na luta pela Anistia tive uma atuação polivalente. Discutia com os presos políticos, onde havia um setor significativo que era contrário a esta bandeira. Não aceitavam a Anistia mesmo sendo qualificada como ampla, geral e irrestrita. Eles achavam que a anistia era pedir perdão e eles não aceitavam a idéia. Afinal eles não tinham cometido crimes. Era o Estado que havia cometido crime contra o povo brasileiro.
Eu argumentava que a anistia significava um passo fundamental para a democracia. Assim poderíamos conquistar liberdades políticas, etc. Mas minha conversa não entusiasmava muito esses presos. Minhas idéias eram muito conciliadoras.
No trabalho com as mulheres, muitas vezes aparecia o medo de defender a anistia por causa da repressão. Outras vezes, aparecia um certo desprezo. Afinal a bandeira da Anistia era geral e não específica. No bairro de periferia onde morávamos, a Anistia significava defender bandidos.
Os mais entusiastas eram mesmo os estudantes e alguns advogados. Os primeiros viam nesta bandeira uma possibilidade de retomar, nas ruas, o movimento estudantil, que estava bastante acuado. Houve momentos em que os estudantes tomaram a iniciativa de fazer a defesa da Anistia na USP e os familiares de presos políticos foram desautorizados pelos próprios presos políticos de se manifestarem de maneira favorável à essa bandeira.
Talvez os anos de 1975 a 1977 tenham sido os mais difíceis para convencer aqueles que deveriam ser os mais beneficiados com a conquista da Anistia.
Os policiais procuravam nos intimidar onde estivéssemos, seja na OAB, na Igreja ou na Universidade. Eu cheguei a ouvir um desses policiais comentando com um colega sobre nossa participação na luta pela Anistia: "se elas quiseram falar de feminismo, vá lá...Mas libertar terrorista isto não vai dar mesmo"(se não e engano, esses policiais se encontravam num Congresso de Advogados na OAB/SP, em novembro de 1975).
Para mim e para minha família, a anistia significou a alegria de poder ficarmos juntos com aqueles que sobreviveram; o direito de manifestar nossa saudade, o direito de termos sentimentos, de chorar nossas perdas e de reencontrar pessoas queridas
Os momentos mais significativos foram muitos!
Alguns foram tristes como o de reencontrar companheiros e companheiras em situação de muita pobreza, distantes da vida política, sem saber o que tinha acontecido em nosso país, pois faziam muitos anos que se encontravam clandestinos. Era como se eles fosses nossos antepassados.
A localização, a exumação e o traslado dos ossos de Carlos Nicolau Danielli, que havia sido preso, torturado e assassinado na OBAN, de cujo assassinato fomos testemunhas e de quem éramos amigos. Felizmente depois desse ato de sepultamento pude dormir tranqüila. O que não acontecia antes, tinha um sono agitado e muitas vezes eu tinha pesadelos onde ele aparecia todo ensangüentado como eu o vi quando estava sendo torturado na OBAN.
A triste certeza de que nunca mais veria. alguns companheiros e algumas companheiras.
A tristeza de ver que minha irmã nunca foi anistiada por ter sido guerrilheira do Araguaia. É como se tivessem roubado uma parte da vida dela.
A alegria de ter sido anistiada juntamente com o meu companheiro e meu pai. Meu nome saiu nos jornais no dia 30/08/1979.
A anistia possibilitou a renovação dos quadros políticos.
A grandeza da participação das mulheres que recuperaram a história.
*Amelinha Telles, professora, ex-presa política, integrante da União de Mulheres de SP. Atualmente é assessora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Vereadores de São Paulo.


texto e imagem

Marcadores:

<11 de nov. de 2006

O AI-5 e seus efeitos culturais


Muito do nosso dia à dia tem um reflexo direito com a ditadura militar!!!!

Esse período é dolorido e muito sangrento.

O AI-5 foi o mais sangrento de todos os atos institucionais.

Mas o que é o AI-5?

"O Ato Institucional Número Cinco foi decretado pelo Presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968 como resposta a um episódio menor (o discurso do deputado Márcio Moreira Alves pedindo às jovens brasileiras que não namorassem oficiais do Exército) mas que vinha no correr de um rio de ambições, ações, posições e declarações pelas quais a classe política fortaleceu a chamada linha dura do regime instituído pelo Golpe Militar de 1964, o Ato Institucional Número Cinco, ou AI-5, foi um instrumento de poder que deu ao regime poderes absolutos e cuja primeira e maior consequência foi o fechamento por quase um ano do Congresso Nacional.
Representou o ápice da radicalização do Regime Militar de 1964 e inaugurou o período do regime onde as liberdades individuais foram mais restringidas e desrespeitadas no Brasil. É o movimento final de "legalização" da arbitrariedade que pavimentou uma escalada de torturas e assassinatos contra opositores reais e imaginários ao regime."
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Para quem, como eu gosta desta parte da história tem um livro que li e releio, sempre que podia,
Chama "1968 o ano que nunca acabou"

É MARAVILHOSO

Achei esse video no Youtube e resolvi dividir com vcs!!!

Brasil - Ditadura: O AI-5 e seus efeitos culturais


imagem

Marcadores:

<9 de nov. de 2006

Pela primeira vez no Brasil ....

... acusado de tortura no governo militar é julgado

NOTICIA
Militar vai responder por crimes da Ditadura Coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é acusado pela família Teles, que teve duas crianças torturadas

Pela primeira vez no Brasil, um militar de alta patente será colocado no banco dos réus por crimes de tortura cometidos durante a ditadura militar. O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, que atuou no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, será julgado na quarta-feira (8), a partir das 14h.

O coronel vai responder a uma ação declaratória movida por Maria Amélia de Almeida Teles, integrante da Comissão de Familiares Mortos e Desaparecidos, que foi presa e torturada com a família em São Paulo. De acordo com Amélia, a família não quer indenização do Estado ou prisão para o coronel. "É uma ação de efeito político, que vai trazer reconhecimento de que um coronel do Exército, na época major, era torturador", explica Amélia. Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, o juiz aceitou a ação porque ela não é limitada pela Lei da Anistia. O ação será julgada em um juizado cível, que trata da responsabilidade sobre atos e direito sobre bens. Na interpretação do tribunal, a Lei da Anistia impede apenas que ela seja julgada em um juizado criminal, que apura responsabilidade sobre crimes. O julgamento é inédito no Brasil, de acordo com entidades de defesa dos direitos humanos e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos. "Não tenho conhecimento de outro caso. O crime de tortura é imprescritível, pode ser alegado a qualquer momento e a qualquer tempo", diz o advogado Lúcio França, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB e do grupo Tortura Nunca Mais. No julgamento, vários ex-presos políticos prestarão depoimento. "A intenção maior é o esclarecimento do que ocorreu naquela época”, afirma Amélia. Segundo França, o caso pode abrir jurisprudência, ou seja, se tornar referência para processos semelhantes. "Isso vai dar margem para que outras pessoas que foram torturadas denunciem militares", disse França.Maria Amélia quer provar definitivamente que ela, o marido César, a tia Criméia Almeida e os filhos Janaína e Edson foram torturados em uma unidade do Doi-Codi onde o comandante era o coronel Ustra, também conhecido como "Tibiriçá". Na época, os filhos tinham tinham 5 e 4 anos. Na época, Amélia era integrante do Partido Comunista e atuava na imprensa alternativa. Ela permaneceu dez meses presa, o marido cinco anos e os filhos passaram alguns dias com ela no DOI-Codi até serem entregues para familiares em Minas Gerais. Ela conta que no período sofreu todos os tipos de violência comuns no período: cadeira do dragão, pau-de-arara, palmatória e afogamento.CoronelUstra é um dos fundadores do Terrorismo Nunca Mais, ONG criada em 1998. O grupo é uma espécie de "oposição" ao grupo Tortura Nunca Mais e, em seu site, apresenta uma defesa das políticas adotadas durante o período militar. O coronel reservado lançou neste ano o livro "A Verdade Sufocada". Segundo a resenha oficial, o autor "procura desfazer mitos, farsas e mentiras divulgadas para manipular a opinião pública" a respeito da ditadura.AberturaPara o advogado Lúcio França, o julgamento é um passo importante na responsabilização dos militares envolvidos nos casos de tortura. Segundo ele, o número de possíveis reús chega a centenas. Ele destaca que em outros países da América Latina já ocorrem punições e o Brasil é um dos mais atrasados.

Fonte
MEU PONTO DE VISTA
Bom quem me conhece sabe o quanto esse periodo da história da América Latina me revolta. Acho que tudo que esta envolvido com esse período me chama atenção!!!
Mas sempre me indignei com nós brasileiros, por aceitarmos pagar as indenizações para as pessoas torturadas.
Sempre achei que estas indenizações trariam uma impunidade e comprariam o silêncio de muitos. Por isso sempre fui fãzoca das Mães da Praça de Maio. Elas tb nunca aceitaram.
Indenizar é legal, é, mas só indenizar NÃO!!!
Precisamos TAMBÈM cassar os culpados.
Poxa, saber que pessoas deste "nipe" estão circulando por ai impunimente. E o pior é que eles sabem que nós sabemos, mas pelas indenizações e pela lei da Anistia...ok, esta tudo bem.
Quando vi esta noticia percebi uma luz no fim do tunel.
Muitos torturados ou seus parentes querem apagar da memória o que passaram, mas e nós precismos apurar o que aconteceu!!!
Foi lindo ver o Chile cassar seus fantasmas, mas nós precisamos cassar os nossos
Rezo, oro, emano pensamentos positivos, e mais do que tudo, acredito que o DIREITO fará JUSTIÇA. Para que nunca mais, ou pelo menos nos próximos 100 anos, pessoas não precisem ser torturadas ou ainda morrer, só pq pensam diferente!!!
Trarei mais noticia, ah trarei!!!
Me ajudem a não cair no esquecimento
BOA SEXTA FEIRA
imagem

Marcadores:

<8 de nov. de 2006

E nós é que não somos sérios


Por Adam Tanner

SAN FRANCISCO (Reuters) - O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, venceu, com maioria esmagadora, a reeleição na terça-feira, depois de ter decidido se distanciar do presidente George W. Bush e de adotar uma posição moderada.
"Que noite fantástica; eu adoro sequências", disse Schwarzenegger em Beverly Hills. "Mas esta, sem dúvida, é minha sequência favorita", acrescentou o ex-astro de Hollywood, que foi eleito há três anos.
Com mais de dois terços dos votos contabilizados, ele tinha mais de 18 pontos de vantagem em relação ao adversário, o democrata Phil Angelides.
O protagonista do filme "O Exterminador do Futuro", 59, passou a abraçar uma série de iniciativas bipartidárias no Estado, incluindo uma lei para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Schwarzenegger também procurou se afastar de Bush, evitando-o durante recentes visitas à Califórnia e lançando críticas contra a Casa Branca em questões como aquecimento global.
"Schwarzenegger foi bem-sucedido ao adotar uma agenda mais moderada que afeta a vida das pessoas de uma maneira positiva", disse à Reuters o ex-governador Gray Davis, a quem Schwarzenegger sucedeu há três anos. "Os republicanos em Washington não se sintonizaram com essa agenda e estão pagando o preço por isso nesta noite (de terça-feira)."
A abordagem moderada funcionou em um Estado onde 42 por cento dos 15,8 milhões de eleitores registrados são democratas, ante 34 por cento de republicanos. Também funcionou em casa. O ator nascido na Áustria é casado com a democrata Maria Shriver, sobrinha do ex-presidente democrata John F. Kennedy.

E ai comento? Acho que nem merece! Voltemos aos livros...que ganho bem mais, e posse é bem mais interessante!!!

Noticia:

UOL

imagem www.forbesbookclub.com

Marcadores:

<6 de nov. de 2006

Senado quer controlar acesso a internet no Brasil



Será votado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga todos os usuários que interagem na internet, com bate-papos, blogs, flogs, e-mails, baixando músicas ou vídeos, compartilhando informações, entre outros, a se identificarem.
Isso significa que, se aprovada, a lei obrigará os provedores a verificar a identificação correta dos usuários. Para isso seria necessário analisar cópias dos documentos desses internautas, a fim de confirmar os dados cadastrais.
Os bancos defendem esse projeto, que inibiria a ação de quadrilhas que utilizam a internet para atos ilícitos. Porém, em nome da privacidade dos usuários, ONGs, provedores e advogados são contra essa medida.
Segundo informações do site Adnews, o acesso sem identificação resultaria numa pena de reclusão de dois a quatro anos, tanto para o usuário quanto para o provedor.
Fonte: IG
Enviada por Maria Gabriela Bridge06/11/2006 - 14:06

Marcadores:

<30 de out. de 2006

Democracia...

...faz um retirante nordestino ser reeleito Presidente da Republica

É sempre muito bonito ver um brasileiro com tanta intimidade com nossa bandeira.

Mais bonito ainda, se esse homem veio da pobreza extrema e hoje governa seu país. Isso para mim é democracia.

No Aurélio democracia é:

"democracia[Do gr. demokratía.]
Substantivo feminino.
1.Governo do povo; soberania popular; democratismo. [Cf. vulgocracia.]
2.Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder, ou seja, regime de governo que se caracteriza, em essência, pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade, i. e., dos poderes de decisão e de execução; democratismo. [Cf. (nesta acepç.) ditadura (1).] "Hollanda, Aurélio Buarque.

Ouvi barbaridades pq votei no Lula, mas esse é o exercicio da Democracia. Vc votar e aceitar que nem sempre o seu voto é a maioria..

imagem de

Marcadores: