<27 de jan de 2014

Para a Primeira lua cheia do ano

 
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim. 
(Ausência de Carlos Drummond de Andrade | imagem "the absence" by Helmut R. Kahr)
"by Denize Barros"

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1 Comments:

Blogger Sabrina said...

um dos melhores poemas dele! :) beijos! :)

10:48 AM  

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