<9 de jan de 2007

Aquecimento Global


Faz muito tempo que não assisto fantástico. Ontem assistimos. E eu liguei a televisão justamente no momento que passava um documentário que falava do aquecimento global.
Era um documentário da BBC, alguém assistiu? O documentário era pavoroso, daqueles de assustar, mesmo. Acho que o intuito era exatamente esse, de alarmar as pessoas.

Fala do fenômeno Katrina...e alerta para mais Katrinas.... Essa para mim foi a pior parte. Poxa ... os americanos só complicam...custa assinar o protocolo de Kyoto? Ou todos vamos morrer áridos por culpa dos americanos?

Bom... preparem-se este ano vai ser quente muito quente....com um verão chuvoso.

O que para mim isso quer dizer.... muito calor , muito alagamento e muita paciência no trânsito.

Caos no clima do mundo
amazonia seca

A notícia foi anunciada esta semana: 2007 será o ano mais quente dos últimos séculos. Nesse primeiro Fantástico do ano, vamos começar a discutir seriamente uma questão que, cada vez mais, faz parte do nosso dia-a-dia: se queremos deixar um planeta habitável para os nossos filhos e netos, é preciso agir, e já.
A previsão do Met Office, o Instituto de Meteorologia Britânico, é a de que este ano deverá bater o recorde histórico de calor. A temperatura do planeta vai ficar 0,54 grau mais alta do que a média dos últimos 150 anos.
No Brasil, também será um ano de muito calor e ainda marcado por duas situações bem diferentes: seca nas regiões Norte e Nordeste; pancadas de chuvas intensas no Sul e Sudeste do país. São as previsões do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.
Nós já estamos sentindo os efeitos de um fenômeno que muda o clima e que mexe com a vida de muita gente: o chamado El Niño.
Quando esse fenômeno acontece, a temperatura média do Oceano Pacífico, numa faixa mais próxima à linha do Equador, sobe em até quatro graus. E parte desse calor vai para o ar. Correntes de ar mais quentes do que o normal circulam pelo planeta, principalmente nos trópicos, a faixa central do globo. Isso aumenta ainda mais a temperatura média.
O aquecimento das águas do Pacífico coincide com um longo período de calor acima da média histórica. Nos últimos 150 anos, há uma clara tendência de aumento na temperatura média do mundo, principalmente do início dos anos 80 para cá. Em 1998, a temperatura ficou mais de 0,5 grau acima da média. Também foi um ano de El Niño. As 12 médias mais altas da história aconteceram nos últimos 15 anos.
Enchentes em São Paulo
“Os estudos que foram feitos indicam claramente que a tendência de aumento na temperatura do Brasil é similar do resto do mundo", explica Carlos Nobre, pesquisador do Inpe. "Nós já entramos em 2007 com uma grande quantidade de tempestades intensas, enxurradas, fatalidades no Brasil. Então, este ano promete complicado do ponto de vista climático e temos que nos adaptar a esse quadro. Não vai haver nenhum alívio nos próximos anos", alerta.
A temperatura média do Brasil aumentou 0,7 grau nos últimos 50 anos e vai continuar subindo. Segundo as projeções científicas menos pessimistas, a média deve aumentar dois ou três graus Celsius até o fim deste século.
"Nós devemos esperar, sim, fenômenos atípicos, fenômenos que nunca aconteceram. O Catarina, em 2004, foi o primeiro furacão registrado no Atlântico Sul. E se vai acontecer novamente esse tipo de fenômeno ou não, ainda não há certeza científica", diz Carlos Nobre.
Furacões, enchentes, estação de esqui sem neve, seca persistente. Os efeitos do aquecimento global podem ser vistos no Brasil e em praticamente todo canto do planeta. O ambientalista inglês, David Attenborough, correu o mundo para registrar o que já está acontecendo. O resultado está no documentário "O caos no clima", produzido pela BBC.
Nosso planeta abriga uma variedade impressionante de paisagens e climas. Desde o início da vida na terra, há cerca de quatro bilhões de anos, o planeta já passou por mudanças climáticas extraordinárias. Mas, agora, parece que a terra está se transformando de maneira diferente. Não mais por conta de eventos naturais, mas pela ação de uma única espécie: o homem.
Que relação existe entre a destruição de Nova Orleans, no sul dos Estados Unidos e o desmoronamento das geleiras na Groenlândia? Será que a drástica seca que atingiu a Amazônia em 2005 tem alguma relação com a incrível intensidade dos recentes incêndios nas matas da Austrália? E todas essas tragédias ambientais teriam relação com o verão mais quente da Europa, há três anos, quando 27 mil pessoas morreram de calor?
Katrina

Nos últimos tempos, cientistas de todo o mundo tentam entender as impressionantes e inéditas mudanças que nosso clima tem passado. E eles já não temem mais relacionar essas mudanças aos aumentos de temperatura registrados nas milhares de estações meteorológicas espalhadas pelo mundo.
Olhando os termômetros, parece pouco. Desde o ano de 1900, o aumento foi de apenas 0,6 graus Celsius. Como um aumento aparentemente tão pequeno pode já ter causado tantas mazelas no clima da terra?
Primeiro, é preciso ter em mente que 0,6 grau é apenas uma média. Enquanto alguns lugares ficaram até mais frescos, outros esquentaram três graus Celsius. É o caso do Ártico. O Ártico está derretendo tão rápido, que já está colocando em risco a vida dos ursos polares. Agora, a cada ano, o gelo derrete três semanas mais cedo.
Montanhas de gelo em outras partes do mundo também estão derretendo. No norte da Patagônia, fica o Glaciar Nef. Ele começa a quase 2,5 mil metros acima do nível do mar. Essa parte remota da Patagônia é um dos lugares mais frios do planeta fora das regiões polares.
O glaciologista Stephan Harrison conta que quando esteve no lago, em 1998, ele era completamente coberto por icebergs. Menos de dez anos depois, os icebergs praticamente desapareceram e a paisagem é completamente outra.
O degelo está se acelerando em vários lugares. No sul da Groenlândia, a quantidade de gelo que escorre para o mar dobrou nos últimos dez anos. Isso está provocando um lento mas contínuo aumento do nível do mar.
A 13 mil quilômetros longe da Groenlândia, os habitantes da pequena Ilha de Tuvalu, no Pacífico, já vivem os efeitos desse aumento. Quando a temperatura externa, do ar, aumenta, a do oceano também esquenta, provocando uma expansão da água. Em Tuvalu, o mar está invadindo as casas, as plantações, a cidade. O lixo bóia por toda a ilha. No ano passado, a maré subiu a um nível jamais visto.
Uma moradora do local diz estar muito preocupada. Ela conta que a água está entrando pela porta, cobrindo tudo, fora e dentro de casa. Ela já tinha visto a maré subir várias vezes, mas diz que nunca como agora. Ela está com medo e pensa em deixar a ilha, mas não tem para onde ir.
Realmente, numa ilha em que o monte mais alto tem menos de cinco metros de altura, não existe escapatória. Os habitantes de Tuvalu devem ser considerados os primeiros refugiados ambientais do mundo.
É verdade que o clima na terra sempre esteve em transformação. Ou por causa de algum evento cósmico, como a colisão com um meteorito, ou provocada por alterações mais lentas, como um gradual aumento da energia do sol recebida pela terra.
Em ciclos de dezenas ou freqüentemente centenas de milhares de anos, o planeta se inclina e muda sua órbita em volta do sol. A cada ciclo, os níveis de energia luminosa sobre a terra mudam. No tempo dos dinossauros, era muito mais quente do que hoje. Depois de 70 milhões de anos, nosso planeta estava congelando.
Se há 160 mil anos, a cidade de Nova York já existisse, ela estaria na beira de um caixote de gelo de dois quilômetros de altura. Ainda assim, as temperaturas seriam apenas quatro graus mais baixas do que as de hoje em dia.
Depois de 30 mil anos, a mesma cidade estaria cinco metros abaixo d'água e a temperatura global seria pouco menos de dois graus mais quente do que a atual. Essas alterações foram provocadas por forças naturais, muito antes do aparecimento do homem.
Já o que estamos presenciando nos últimos anos, são mudanças muito mais fortes, muito mais radicais, para serem explicadas simplesmente pelos ciclos naturais do clima. O que estamos vendo hoje é resultado da ação humana. Os homens estão começando a alterar o clima do planeta por conta própria.
Encontre essa reportagem em:
imagens
http://www.estiagem.com.br/imagens/Seca%20na%20Amazônia.jpg

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2 Comments:

Blogger thais said...

Cada um pode começar fazendo a sua parte, né?
Que tal começar agora?

beijo

9:10 PM  
Anonymous simone said...

Fá, eu não assisti mas esse é um assusta e preocupa muito. Eu tb acho que cada um fazendo sua parte já é um começo. Eu gosto muito de me informar e já tinha lido as notícias deste ano sobre o destino da natureza nos próximos 100 anos. Eu acho que não só as políticas são desfavoráveis e coniventes com as indústrias mas também a população não colabora, não tá nem aí, infelizmente. O que será de nós e de nossos descendentes? bjs

10:21 AM  

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